As fotografias que você vai se arrepender são aquelas que deixou de fazer.

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"Este é o blog da Joice Bernardi, psicóloga e fotógrafa. Tem um toque que vai além do profissionalismo. Tem o "penso" da hora. Do trabalho planejado e também da aceitação do inusitado. www.joicebernardi.com.br - Vale a pena conferir - é um início que já aponta o desenrolar da história." Maro Silva
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04 março 2012

- Entrevista para o Jornal Formigão



Trocando a psicologia pela fotografia

Joice Bernardi Zachazeski, 27 anos, trocou sua área de formação pela paixão que sempre teve pela fotografia. Psicóloga formada, ela não se arrepende da decisão e conta como começou a carreira. “Foi de forma repentina. Fui fazer um tratamento e a profissional disse que gostava das minhas fotos que postava nas redes sociais e questionou se eu aceitaria fazer um ensaio dela com o marido. Nem pensei duas vezes e topei”, conta. Foi só jogar as fotos na internet para mais pessoas se interessarem pelo trabalho de Joice. Quando começou com as fotos, ela ainda trabalhava como psicóloga na Secretaria do Trabalho e Assistência Social e só podia agendar os ensaios para os finais de semana. “Quando percebi que não estava mais dando conta de conciliar as coisas, optei por investir na fotografia”.

Assim como a Duda, Joice também começou tirando fotos como hobby, mas, buscando arquivos em um computador antigo, ela encontrou uma pasta com fotos da internet que ela gostava e que guardava caso um dia trabalhasse na área. “Era algo que eu imaginava como um ideal, mas que deixava de lado, deixava para depois”, admite.

Jogo rápido com Joice

Quais os cuidados que se deve ter na hora de fazer uma boa foto?
Ainda estou aprendendo. Quando paro para analisar uma fotografia que fiz logo que comecei, percebo inúmeros erros. Sei que ainda existem erros, mas minha principal preocupação é em obter o resultado esperado por mim e pelo cliente. Acredito que não há melhor dica do que experimentar. Para mim, o segredo da fotografia está na tentativa e no erro, lendo de cabo a rabo o manual da câmera para saber tudo o que ela é capaz, tentando todas as configurações possíveis.
A fotografia é extremamente subjetiva, não há normas. O essencial é aprender a dominar a luz e a câmera para depois inventar o que quiser.


Chegou a fazer algum curso de fotografia?
Desde sempre gostei de pesquisar e ler sobre o assunto. Era o que eu fazia nos meus momentos de lazer. Hoje, estou em uma busca de me aprimorar e sei que ela será ininterrupta. Compro livros, DVDs, participo de cursos e workshops e estou sempre com o manual da câmera em mãos para aprender mais. A fotografia sempre foi um dos meus maiores interesses. Cheguei a cursar dois semestres de Publicidade, mas troquei pelo curso de Psicologia. Hoje, não me arrependo de nada, pois a Psicologia é bagagem que levo em cada clique. Entendo que estas duas ciências podem se acrescentar. Um exemplo foi na minha conclusão de curso na graduação em Psicologia, que, já tendo o interesse de unir os saberes, utilizei as fotos como método de pesquisa. Foi um trabalho muito interessante.


Uma dica para os adolescentes que estão começando a fazer suas fotos:
Sensibilidade e dedicação. Além disto, acho importante descobrir como é o seu olhar, se conhecer e ser fiel aos seus gostos. Afinal, você fotografa o que você é. A fotografia não deixa de ser uma autobiografia. Acima de tudo, estudar, acompanhar a evolução das coisas, ter curiosidade pelos temas para conhecer o assunto que se quer fotografar. Este é um ótimo caminho para produzir imagens que digam alguma coisa. O fotógrafo precisa ter este olhar particular.

16 junho 2011

- DO LADO DE DENTRO

Senta que lá vem história:
Desde março, quando eu tinha alguma hora de folga, corria para a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) para fotografar os alunos em suas atividades.
Tudo começou no ano passado em um curso que fiz da Parceiros Voluntários juntamente com a Marta, diretora da APAE. Lá, participamos de uma dinâmica em que deveríamos trocar ‘saberes’ entre as entidades. Na época eu trabalhava no Abrigo- Lar Transitório como psicóloga, e eu e a Marta fizemos a nossa troca. Ofereci a fotografia, com o intuito de trabalhar com os alunos a autoimagem e etc (na época nem pensava em fotografar profissionalmente e sequer tinha uma máquina fotográfica) em troca de uma oficina de pintura com as meninas do Abrigo.
O tempo passou, mas a ideia não saiu da minha cabeça.
No início do ano letivo procurei a direção da APAE para colocarmos em prática o nosso projeto. Desde então, surgiu a possibilidade de criarmos uma exposição no Chá da APAE (que acontece rigorosamente todos os anos) e também poder espalhar as imagens pela escola para que os alunos tivessem a oportunidade de se ver, explorando de diversas formas as imagens obtidas do decorrer destes meses.
Pois então. Hoje aconteceu o Chá da Apae.
Foi muito intenso esse tempo em que estive próxima dos alunos e também dos funcionários. É uma convivência deliciosa. Nunc a fui tão bem recepcionada em um local como fui lá com aquelas crianças, adolescentes e adultos. A cada chegada eu recebia abraços e sorrisos sinceros. É um local recheado de pessoas felizes.
Tenho planos de retornar agora e trabalhar com eles utilizando as fotografias, acredito que vai ser bem importante dos alunos terem esse retorno (apesar de que quem mais precisa ser trabalhado somos nós mesmos que estamos DO LADO DE FORA).

Vou mostrar para vocês o resultado de tudo isso, para que vejam como funciona DO LADO DE DENTRO. 
Uma história que não para por aqui.

 
















* agradecimento especial a Casa SanMartin que cedeu as janelas e porta.